segunda-feira, 6 de junho de 2011

Remar, re-amar, amar


"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar.
Re-amar.
Amar.
"


- Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EXtúpido

Quando sua ausência e o tormento que suas lembranças provocam, se misturam dentro de uma pessoa com a culpa que ela sente, ou remorso, e com a falta de maturidade, a situação fica realmente preocupante. Refletem na vida dela (que não anda pra frente de jeito nenhum), em sua produtividade, CRIATIVIDADE... Enfim. Eu desisto, só consigo sentir pena. Pena de quem só consegue viver a minha sombra, ou a sombra de lembranças de coisas que pra mim nem fizeram tanto efeito.

Ex namorado é realmente como calça boca de sino, né?!
- Você olha e não entende onde estava com a cabeça quando andava com aquilo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Meu potinho de balas coloridas


Equilíbrio é sinônimo de maturidade?
Não sei... Eu não quero pensar muito, eu não quero perder nada.

Tenho saudade da época em que a falta de maturidade me permitia ser mais ousada, saudade de quando as experiências já vividas não me deixavam com medo de me entregar de corpo e alma as novas.

Dias não são iguais, pessoas menos ainda. Boto o medo na sacola e me deixo levar... Deixo ser, eu me permito, mas até que ponto?

Ele era uma incógnita, um potinho de balas coloridas, daqueles bem atrativos e bem lacrados, que pessoas desastradas como eu não conseguem abrir sem quebrar.
Ele misturava cores, sabores e valores, e eu precisava descobrir cada um, afinal, que graça tem levar um potinho tão lindo desses pra casa e apenas botar na estante?
Penso que um dia, talvez, ele já tenha sido aberto com facilidade, mas por não ser apreciado da forma correta, travou.

E agora? Droga! Eu quero, quero, quero, quero taaanto, que poderia me arriscar no "quem sabe seja eu a pessoa que vai acertar a medida da força?", mas não quero me apressar, trincar, nem sequer entortar sua tampa.

Talvez com o passar do tempo eu adquira mais habilidade... Talvez com o passar do tempo eu me desinteresse pelas suas cores... Talvez eu deva ensaiar nos potinhos errados, aqueles que se quebrarem não farão diferença...
Enquanto isso sigo admirando meu potinho de balas coloridas na estante, cuidando pra que ninguém com mais coragem o abra antes, e torcendo para que ele não se quebre sozinho.