Não sou declaradamente espírita, porém me identifico com algumas coisas na doutrina, e ontem, dia internacional do amor, um amigo me impressionou ao falar sobre a tal "lei do amor".
Ele dizia que algumas histórias de amor parecem escritas pelo destino. Tem que acontecer e pronto. Isso não determina um romance feliz ou não, mas sim um amor de almas. São laços fortes do passado. Pessoas que se reencontram após vidas sucessivas de paixão, ódio ou amor.
O destino pode aproximar duas pessoas, mas as escolhas, os comportamentos são determinados pelo livre arbítrio. A partir do momento em que nos responsabilizamos por nossas escolhas, acertos e erros, mudamos nossa vida. Em vez de vítima, seremos o agente da nossa própria história.
Na luz do Espiritismo, há uma explicação para uma ligação tão forte: as vidas sucessivas.
Na verdade, não somos meros joguetes do destino, obras do acaso. Aceitamos ou não os caminhos que nos são postos a seguir. Certo, apenas é que é difícil fugir a um compromisso que selamos na Espiritualidade antes de reencarnarmos.
Mesmo que você não acredite na reencarnação, o seu passado cármico está escrito no seu inconsciente. Durante o sono, seu espírito fica livre da matéria por algumas horas e relembra tudo. Você, conscientemente ou inconscientemente sabe porque sofre, porque atraiu ou não determinada pessoa. No entanto, Deus não quer que duas pessoas fiquem juntas por obrigação. Só o amor deve unir. Mesmo que haja algo muito forte, você conta com o livre arbítrio.
Escolha sempre o amor. Confundimos as paixões desenfreadas, o interesse material, as ilusões com o verdadeiro amor. O verdadeiro amor é o único que resgata, purifica e traz felicidade.
“nem a lei civil, nem os compromissos que ela faz contrair podem suprir a lei do amor se esta lei não preside a união; disso resulta que, frequentemente, o que se une à força, se separa por si mesmo; infelicidade que se evitaria se, nas condições do casamento, não se fizesse abstração da única lei que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor”.
(Allan Kardec)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Aquela da Joana
Joana foi fruto de uma relação estranha entre seus pais. Sua mãe era muito jovem e naquela época era muito feio ser mãe solteira, por isso se casaram.
Pouco tempo depois que Joana nasceu, a relação deles adoeceu, e morreu. Desde então seu pai comparecia apenas uma vez por mês, em forma de uma boa quantia de dinheiro depositada em sua conta no banco. Sua mãe tinha como prioridade buscar uma nova relação pra curar a ferida aberta da primeira, e Joaninha, tadinha, cresceu carente de tudo que o dinheiro não podia comprar.
Ela queria alguém, mas ela queria tanto, que dava até pena.
Procurava demais, grudava demais, exigia demais, até que a pessoa se cansava e ela aceitava as migalhas só pra não ficar sozinha, estava sempre se dedicando demais e recebendo "de menos".
Assim como sua mãe, precocemente, Joana foi mãe, e nunca mais pode dizer que era sozinha. Porém seu sonho de formar uma família, continuou sendo apenas um sonho.
Eu gostava de ouvir Joana, sabe?! Suas loucuras, suas expectativas... Mesmo quando eram surreais demais e me obrigavam a dizer a ela umas verdades que a deixavam muito chateada.
Penso muito nela quando me frustro, afinal, se uma pessoa que sempre deu tanto amor e nunca foi amada tem coragem de continuar acreditando no amor, eu tenho obrigação de ter fé também.
Mas vale lembrar que, pra certas coisas, qualquer ex-namorado serve, e a mulher que se apaixonar mais de uma vez por carência, merece (e vai) sofrer muito. Vide Joana.
Pouco tempo depois que Joana nasceu, a relação deles adoeceu, e morreu. Desde então seu pai comparecia apenas uma vez por mês, em forma de uma boa quantia de dinheiro depositada em sua conta no banco. Sua mãe tinha como prioridade buscar uma nova relação pra curar a ferida aberta da primeira, e Joaninha, tadinha, cresceu carente de tudo que o dinheiro não podia comprar.
Ela queria alguém, mas ela queria tanto, que dava até pena.
Procurava demais, grudava demais, exigia demais, até que a pessoa se cansava e ela aceitava as migalhas só pra não ficar sozinha, estava sempre se dedicando demais e recebendo "de menos".
Assim como sua mãe, precocemente, Joana foi mãe, e nunca mais pode dizer que era sozinha. Porém seu sonho de formar uma família, continuou sendo apenas um sonho.
Eu gostava de ouvir Joana, sabe?! Suas loucuras, suas expectativas... Mesmo quando eram surreais demais e me obrigavam a dizer a ela umas verdades que a deixavam muito chateada.
Penso muito nela quando me frustro, afinal, se uma pessoa que sempre deu tanto amor e nunca foi amada tem coragem de continuar acreditando no amor, eu tenho obrigação de ter fé também.
Mas vale lembrar que, pra certas coisas, qualquer ex-namorado serve, e a mulher que se apaixonar mais de uma vez por carência, merece (e vai) sofrer muito. Vide Joana.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Recadinho do coração
"Para quem me odeia:
Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.
É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.
Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.
Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas nããããão: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.
Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais."
Faz muito bem pra uma mulher entrar numa vibe Fernanda Young, vem pra cá você também! ;)
Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.
É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.
Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.
Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas nããããão: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.
Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais."
Faz muito bem pra uma mulher entrar numa vibe Fernanda Young, vem pra cá você também! ;)
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