quinta-feira, 16 de abril de 2009

Desabafo

Ontem eu não queria ir embora e esperar o dia seguinte. Porque cansei dessa gente que me manda ter mais calma, e me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força.
Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo, se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, como fazia antes, se você puder esquecer a camisa de força e me enroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum equilibrio... Se você puder ser alguém de quem se espera algo, (afinal, é uma grande mentira viver sozinho), permita-se.

Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor?
Como é que se entrega dentro de uma prisão?
Nunca soube.

Fique comigo, só comigo. E eu sorriria pensando que um dia alguém tão bacana quanto eu poderia se deitar ao meu lado pra gente ser tão especial juntos.

Não me deixe mais paquerar qualquer cara bobo, mal vestido, sem assunto e sem magia só porque preciso de algum bosta me ligando pra me sentir mais mulher. Isso é coisa de gente imoral, de gente com mais medo da solidão do que o auge do meu medo da solidão.
Não me deixe mais confundir amor com ego e ficar aprisionada tantos bons anos num rapaz tão comum. Comum ao ponto de eu querer ser tão comum quanto ele só porque, para mim, isso é ser diferente.

Eu só queria que ele aparecesse, o homem dentro de você que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, a droga, o nó na garganta.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser para sempre.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.

Mas não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê?
Você nunca mais me olhou, você nunca mais se emocionou, nem emocionou a mim. Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.

Você já disse que eu era seu lado bom da vida, mas para valorizá-lo você precisava viver. E que irônico: pra viver você precisa me perder...

E eu?
Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.

Um comentário:

Rafaela R. Melo disse...

Não tenho nem palavras para expressar o que senti ao ler esse texto...

Tem dias em que as palavras falam demais e outros dias em que falam de menos!!

Diante de tal sentimento só quem o vive consegue entende-lo ou questiona-lo.

Ludy, continue com a sua doçura em expressar tudo o que você sente. Meiga, delicada, atenciosa, divertida, engraçada, desastrada, minha princesa linda!!!

Meu orgulho! Minha menina especial que eu amo muito!!!

Tudo melhora viu...Isso também passa, só o que é verdadeiro permanece!!!!

bjss

Rafinha