segunda-feira, 13 de abril de 2009

Meu brilho de volta

Ontem, após quatro horas de viagem, voltei pra vida real. Vim chorando, confesso. Não sei se cada vez gosto mais de estar longe ou gosto menos de estar perto. Será que cada vez fico mais covarde? Não sei. Nunca fui de fugir dos problemas, sempre ví o copo meio cheio, o que me ajudava a superar tudo. Onde foi que me perdi então? Você tem razão quando vem me dizer que meus olhos não tem brilho mais. Mas o que você não sabe é que isso tudo eu já sei. Há tempos eu tenho comentado e reparado que falta em mim um pouco de inocência, de atrevimento e sobra o medo e uma insegurança. Sempre fui a primeira a me jogar. A primeira a puxar as amigas pro meio da rua, pro meio da chuva. A primeira a chegar correndo e pular de roupa na piscina. A primeira a sugerir a dança mais estranha. A primeira a desafiar a primeira rodada de tequila, a segunda, a terceira... na quarta eu já não conseguia fazer mais nada a não ser dançar, e rir. Sempre matei aula, desafiei professor, fiz a sala dar risada, fui expulsa da escola, andava de skate... Eu sempre me joguei na vida. Hoje eu me olho no espelho e nos olhos falta luz. Vejo uma pessoa que se envergonha mais do que se arrisca. Hoje? Passei um bom tempo recordando como eu era mais agitada e demonstrava mais a minha fé no amor e nas pessoas antes de você. Eu ando travada, mas ressalto que sou feliz. Sinto-me bem por coisas e momentos simples, mas cadê o sorriso constante? Por que ando tão séria para as pessoas? Por quê?! Talvez eu não precise de respostas, mas preciso praticar o sorriso. Vou prender meus lábios de um canto ao outro do rosto. Porque tudo o que você me disse, eu já sei. Porque tudo o que eu preciso é de mudanças. Eu só não esperava ser tão previsível assim... Eu sei, eu entendi. Só queria te contar. Eu sei que ficou meio Bridget Jones esse texto. Eu sei que nunca é o que poderia. Mas eu amo você. Só queria terminar dizendo isso. Eu amo você. De verdade. Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor. Eu só nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais... Ninguém acredita na gente: nenhuma cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você.

2 comentários:

Rafaela R. Melo disse...

Perfeitoooooo!!!!!!

Incrivel....me fez chorar..

é fascinante como um coração consegue ser sincero quando está machucadinho né!!

Mas como diria uma iluster frase:

" Cada chaga que eu trago na alma é a confirmação de que a ferida sara"...

Ludy..isso tudo é apenas um ensaio de uma realidade que iremos viver. Somos jovens e temos a vida toda pela frente, tudo isso é aprendizado, é preciso crescer né!!

Se cuida bonecaaa

Te amoooo
bjs

Rafinhaaaaa

Edivaldo Rossetto disse...

esse texto me deixou pra baixo...

o amor é pra ser assim? deixar vc mal?

...não sei

só sei que.. eu prefiro a ludy up, a ludy "vamos lá".

bjus garota